O deputado Salmito (PDT) subiu à tribuna, no primeiro expediente da sessão plenária desta quarta feria (29/05), na Assembleia Legislativa do Ceará, para uma reflexão sobre a economia do Ceará e do Brasil. Segundo o parlamentar, um dos primeiros pontos a ser pensado é que, dos quatro estados mais ricos do Brasil (RJ, MG, RS e SP), três deles já estão quebrados (RJ, MG e RS). “Dos quatro, esses três já estão quebrados, já não estão pagando a folha de pessoal em dia, há algum tempo. E São Paulo, que ainda não quebrou, está na iminência de quebrar, segundo dados oficias da Secretaria do Tesouro Nacional”, destacou Salmito.

Segundo o parlamentar, lamentavelmente, o Governo Federal está reunindo um pacote de 40 bilhões de reais para favorecer esses estados que não fizeram o dever de casa. “Deveria haver uma iniciativa para estimular quem faz o dever de casa, e não o contrário. Que governo liberal é esse que socorre com dinheiro público os estados que não tiveram zelo com o dinheiro público?”, indaga.

Para o deputado, o Estado do Ceará, mesmo não sendo uma das maiores economia do Brasil, mesmo tendo um Produto Interno Bruto (PIB) muito distante dos quatro estados mais ricos do Brasil, é o que tem melhor equilíbrio fiscal. Ele ressalta que o equilíbrio fiscal não é fim, é meio. “Não é o principal. É o caminho pra chegar ao objetivo, porque equilíbrio é para honrar compromissos e ter condições de fazer investimento público. A razão de ser do Estado é investir em politica pública, em infraestruturas”, complementa.

Ainda conforme o deputado, o Ceará, além de gestão fiscal, tem feito investimentos públicos. É por causa desses investimentos que o estado do Ceará ficou, em números proporcionais, em 1º lugar, e em números absolutos, em 2º, no país. “O Ceará tem gestão fiscal e tem feito investimentos públicos. Isso é o que chamo de equilíbrio fiscal”, pontuou.

Em continuidade ao seu posicionamento, Samito disse que o governador Camilo Santana, com racionalidade, com eficiência na administração do dinheiro do povo cearense, com a perspectiva de planejamento e honrando compromissos, está preocupado com o cenário do próximo quadriênio, uma vez que a grande parte da receita tributária no pacto federativo fica com a União Federal, por isso não sabe como o Governo Federal vai proceder quando “inventa” esse pacote para socorrer quem não fez esse dever de casa.