Durante o primeiro expediente da sessão plenária desta quinta-feira, 23/05, O deputado Salmito (PDT) voltou a questionar, na tribuna da Assembleia Legislativa do Estado, as razões pelas quais o Governo Federal não realiza auditoria sobre a Dívida Pública Federal Mobiliária Interna do País.

“O Governo Federal retirou 381 mil famílias irregulares que recebiam benefícios, a qual reconheci como importante para a economia do dinheiro público. Meu questionamento é porque o governo não faz o mesmo em relação à dívida mobiliária interna”, cobrou o parlamentar, o qual fez pronunciamento na última terça-feira, 21/05, sobre o assunto.

Segundo o deputado, foi feita uma economia pelo Governo Federal de aproximadamente R$100 milhões em virtude de uma auditoria nos programas sociais e o presidente Jair Bolsonaro não tem o mesmo rigor com a dívida pública.“Porque esse mesmo governo não aplica o mesmo ‘pente fino’ com a dívida pública federal mobiliária interna, que segundo o ministro da Economia, é a trava da economia do nosso país? Só em 2018 pagamos entre juros e rolagem da dívida R$ 1 trilhão e 600 bilhões, o que configura mais da metade do orçamento do nosso País”, questionou.

Segundo o parlamentar, tem que se fazer auditoria na dívida pública interna do Brasil, também, para colocar o país a serviço de quem produz e de quem trabalha. Salmito afirmou ainda caso seja realizada auditoria e se conclua que os valores estão corretos, continua-se pagando a dívida. “Não estou dizendo que não devemos honrar nossas dívidas, e sim que o mesmo critério seja utilizado em todas as áreas. Essa dívida pública interna vem crescendo desde o governo Fernando Henrique e é hoje o maior desafio do ponto de vista econômico para nosso País”, avaliou.

Em aparte, o deputado Delegado Cavalcante (PSL) disse que a medida faz parte da política de moralização do governo Jair Bolsonaro, gerando estão sendo economizados por meio de cortes em diversos âmbitos da União.

Já o deputado Renato Roseno (Psol), acrescentou que a Dívida Pública Federal Mobiliária Interna começou sua curva de crescimento ainda no governo Fernando Henrique Cardoso e foi mantida nos governos Lula e Dilma, mantendo o País refém de altos juros. “Essa dívida saltou desde 1994. São 30 anos de dependência das instituições financeiras. Ou seja, nós continuamos financiando uma enorme dívida”, explicou.

O deputado André Fernandes (PSL) concordou que auditorias devem acontecer em todas as esferas do poder público, inclusive na estadual.